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O castelo do Camelo.

O castelo do Camelo.

Abster não é protestar é sabotar a democracia

Não votar, é marcar uma posição política, só que não é para o bem da democracia.

 

Votar em liberdade é um direito que custou muito a muitos para conquistar. É também uma responsabilidade que temos todos em garantir pelo menos o regular funcionamento da democracia e assegurar a liberdade.

 

Muitos dos portugueses queixam-se dos políticos que são eleitos (e em larga medida com alguma razão), mas demitem-se de os escolher, ou de criar alternativas. Isso não é cidadania, não é marcar uma posição politica, é marcar a inacção politica é tentar impedir e evolução.

 

A democracia, não é um sistema de governação, é um sistema de escolha de governantes e políticas. Não tem o objectivo de garantir as melhores politicas e as mais correctas execuções da política, mas sim que é que o povo decide de forma colectiva, que seja feito. Mas essa escolha só pode começar por ser representativa da vontade colectiva da totalidade do povo, se a totalidade do povo votar.

 

Não votar, não é pedir mais democracia, nem procurar melhor governação é precisamente garantir que há menos democracia e pior governação (porque os mais militantes votam e esses são menos exigentes com os seus).

A falta de Cultura no programa da "PaF"

Sobre a área da Cultura no programa da PaF, vou escrever pouco, mas isso vai dizer muito sobre o que a PaF propõem, ou não propõem:

  • Diz um conjunto de generalidades, sem nenhum aprofundamento que é necessário sempre necessário para compreender o verdadeiro sentido das medidas;
  • Não tem absolutamente nada sobre incentivar, ou proteger novos modelos de negócio, para aumentar a inovação e a sustentabilidade do sector (quando deveria ser mais empresarial é que o programa não o é);
  • Não diz nada sobre reformas no Direito de Autor. Corpo de Lei essencial para regular quase todo o sector da Cultura e ainda outras áreas como a arquitectura, engenharia de software (particularmente importante para a modernização do país, e até para aumentar o crescimento, modernizar a economia, atrair investimento e aumentar as exportações numa economia global);
  • Nada sobre tratar de forma mais igualitária perante a lei diferentes modelos de licenciamento das obras e os seus autores;
  • Não diz nada sobre o mercado digital único para as obras;
  • Nada sobre resolver o problema do desequilibrio de poder e consequentemente de rendimentos do trabalho entre autores e artistas perante os produtores/editores.

 

Mais um exemplo da falta de rumo e ausência de conteúdo que o programa demonstra.

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