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O castelo do Camelo.

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Ciência no "progama" da coligação PaF

Aqui ficam alguns pensamentos soltos, sobre os aspectos relativos à ciência no programa da coligação PaF.


PaF, não compreende a ciência. Pensa que se trata de uma competição entre cientistas e instituições por fundos, para dar capacidade de engenharia às empresas.


A PaF, quer dar os fundos da ciência aos melhores. Claro que os melhores devem ser fundados, se precisarem de o ser (por vezes o seu sucesso pode ditar que não precisem de grandes apoios do Estado).

Mas então e os que começar e que por esse motivo ainda não podem ser os melhores (ainda não tiveram a oportunidade de ser). E os que não estão assim tão bem? Como podem eles ter a oportunidade de melhorar e até mesmo de se transformarem nos melhores?

Como tenciona a PaF apoiar os principiantes e os que precisam de fazer mudanças para que possam obter mais e melhores resultados?
Claro que o apoio a entidades que estão a ter níveis de sucesso diferentes tem que ser diferente e por vezes até em condições diferentes, mas o programa é omisso quanto a dar este apoio e também ao como.


No programa fala-se não só de premiar os bons com financiamento, mas também em haver avaliação para o suportar. Perante isso e por não encontrar respostas no programa, questiono-me:
Como tenciona a #PaF avaliar trabalho cientifico?
Estou a falar de trabalho como por exemplo:

  •  trabalho que não resulta na confirmação de na teoria a que o esforço se propunha confirmar: Obter resultados negativos a respeito de teorias também é ciência e útil para a ciência. Para a ciência como um todo é tão importante compreender por onde se deve ir, como por onde não se deve ir, por vezes até se acabam por desenvolver novas técnicas e obtém-se dados que podem ser úteis para outra investigação;
  •  trabalho de revisão ("peer-review"). Não há ciência quando não há replicação e confirmação/negação de resultados;



Fala em transferência de conhecimento para as empresas, não compreende o conhecimento tem que ser disponibilizado com o mínimo de barreiras possível para toda a sociedade. E assim sendo: não fala de Open Science, nem posso esperar que o compreendam ou até mesmo que saibam que existe.


Como é que se podem criar políticas com base na ignorância dos temas, é algo que o programa também não explica.

Aplicar lógicas empresariais a áreas que são profundamente diferentes é um erro, que pode resultar em catástrofe.

Não se fazem omeletes sem ovos... Nem ciência sem cientistas, meios técnicos e até mesmo dinheiro para pagar tudo isso.


Quanto à ciência o programa diz um conjunto de generalidades com as quais praticamente ninguém irá discordar, sem quase nunca concretizar o que quer que seja e sem ter nenhum tipo de conteúdo realmente relevante para quem trabalha, ou se interessa pelo tema.

Só para dar o exemplo, um dos principais problemas para a muitos dos ciêntistas em Portugal é que vivem de bolsas e a recibos verdes. Quem acham que isso vai atrair gente para trabalhar em ciência ponha a mão no ar.
O programa nem aborda este tema, nem soluções boas, nem más, é um vazio total.

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